Ficha de Leitura:
THOMPSON, George. Mercado e Democracia. pp. 187-210. In: PINSKI, Jaime (org) Modos de Produção na Antiguidade. São Paulo: Globo, 1982
O crescimento do comércio grego.
Nos séculos VII e VI a.C, não era raro membros da nobreza dedicarem-se ao comércio marítimo, e também não era incomum encontrá-los às voltas com o efetivo processo de produção. Portanto, nessa época, na Grécia, verificou-se um movimento de expansão comercial, que embora pequeno se comparado aos padrões modernos, marcou mais um passo adiante na evolução da sociedade antiga.
A cunhagem.
É nesse período (VII e VI a.C) onde na Grécia se inventa a cunhagem de moedas, sendo ela, a primeira sociedade a basear-se em uma economia monetária. A produção de mercadorias se desenvolveu durante um longo período, porém, só com a introdução da moeda cunhada, ela alcança o “desdobramento completo”, revolucionando “toda a sociedade precedente”.
A escravidão.
Justamente por se basearem em uma produção em pequena escala, as cidades- Estados gregas, cujo desenvolvimento se deu concomitantemente ao das forças produtivas, conseguiram, com a constituição democrática, induzir sub-repticiamente o trabalho servil em todos os setores da produção, de maneira a criar a ilusão de que isso estivesse, em qualquer medida, de conformidade com a ordem natural. Foi então que a escravidão apoderou-se seriamente da produção. Os escravos eram na sociedade antiga “mercadorias” em si, completamente privados de liberdade, seja nominal, seja real.
O indivíduo.
A constituição democrática foi apresentada ao povo como se lhes dessem novamente de presente, aqueles antigos princípios de igualdade tribal que seus antepassados haviam gozado desde os tempos imemoriais até serem privados deles sob o domínio da aristocracia latifundiária. Podemos, portanto afirmar que um dos fatores básicos para determinar o desenvolvimento da cidade-Estado foi a sua contradição interna entre o antigo sistema agrário e a nova força de produção de mercadorias.
A revolução democrática.
Por revolução democrática na Grécia antiga, entendemos a transferência do poder do Estado da aristocracia fundiária à nova classe de mercadores. Somente em Atenas registramos a sucessão dos acontecimentos (oligarquia – tirania – democracia) de forma suficientemente completa de modo a constituir uma narrativa contínua, e é por isso que somos forçados a tratar a história desta cidade como o protótipo de todas as demais.
*Trabalho elaborado por Juliana Jung Müller para a aula de História Aniga II*
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